Imagina o que a escola te podia ter ensinado , ou o que lá podias ter aprendido , o tempo que tinhas poupado, os erros que tinhas evitado , as fortunas que tinhas ganho , as oportunidades tinhas criado.

Terça-feira, 3 de Abril de 2012

Edson Athayde


Edson Athayde,  vive e trabalha em Portugal há quase 20 anos. Brasileiro de origem, há muito que se naturalizou português.


E foi aqui que desenvolveu uma notória carreira como publicitário, sendo mesmo o mais premiado da história do país, tendo ganho, entre muitos prémios, 7 Leões em Cannes.

Além de criar anúncios, Edson também colaborou, enquanto cronista, com jornais e revistas e já publicou 7 livros, que regularmente chegaram a várias reedições.

Depois de uma passagem pelos EUA, onde esteve a estudar cinema em Los Angeles, Edson agora vive no eixo Barcelona-Lisboa.

Enquanto cronista, Edson segue uma linha de humor leve e gosta de escrever sobre cinema, viagens e comportamento.




Na escola tentam nos ensinar que as coisas acontecem uma de cada vez, num cronologia perfeita de factos, intenções e consequencia. Isso nem está totalmente errado, apenas não se coaduna com a quantidade de coisas sem sentido que vão acontecendo ao longo do tempo nas nossas vidas (pessoais e profissionais). Há mais ou menos um ano, estava a reflectir sobre esse assunto. Isso gerou um texto que dizia mais ou menos o seguinte:

"Não tente, assim de repente, andar em linha recta. A coisa não vai funcionar. Não tente, amigo, nem pense que a recta leva ao destino, que a recta é o caminho. A recta só é certa para quem não sai da linha, para quem acredita que a vida é um comboio, desses que têm maquinista, que têm controlo, que têm limites, que têm travões, que têm sentido.

Ande torto, rapaz! Ordenei-me com tal valentia que até pensei que de uma voz divina se tratava. Imaginei que Random, deus grego do aleatório, havia descido outra vez à Terra, dessa feita só para me alertar: "Vá ser gauche, como Drummond."
O erro da recta como proposta de vida ocorreu-me esta semana, no cimo do Morro do Pai Inácio, um tabuleiro gigante de rocha, com mais de 1100 metros de altura, na Chapada Diamantina, interior da Bahia. Há pouco mais de 20 anos estive a olhar o mesmo horizonte que o Pai Inácio proporciona. Digo o mesmo, pois o que são 20 anos no relógio de uma montanha?

A minha primeira incursão na Chapada foi pouco antes de eu decidir ir ("vir?", já não sei ao certo) viver para Portugal. Naquela época, eu tentava escrever na pedra os meus planos e pensava que indo sempre em frente, seguindo a direcção apontada pelo meu nariz, não correria o risco de tombar com as minhas costas. A juventude é um poço infinito de ingenuidade.

Entre o ontem e o hoje, houve um confuso bolo recheado de momentos, pessoas, actos e atitudes, que por vezes cheirou a mofo e outras a cravo, canela e alecrim.


Desço o Pai Inácio em meio a algumas dezenas de jovens, plenos de sorrisos e sardas. Em vez de melancólico com a revelação do erro da recta, sinto-me revigorado e com imensa vontade de bradar ao gentio (ou postar no Facebook, o que dá mais ou menos no mesmo) a notícia: amigos, sejam mais tortos, para serem menos mortos. Procurem caminhos torcidos. Desconfiem dos certos. Fujam dos sem arestas, dos sem espinhos, dos sem espigas, dos sem espetos, dos perfeitinhos. Mas, sobretudo, não andem em linha recta"



Sexta-feira, 2 de Março de 2012

Ligia Ramos




O que eu não aprendi na escola!
Ainda me lembro da minha professora da primária e o seu nome Maria da Luz, foi de facto para mim, isso mesmo, uma luz. Uma senhora doce, meiga e atenta e aprendi tanto com ela.
Lembro bem a forma como nos acolhia na sua secretária na hora do recreio e nos deixava riscar no quadro só porque sim. Adorava a forma como cheirava, quando se preparava para nós, linda e sempre pronta para algumas dicas. Guardo uma em particular, que ainda hoje a uso com a minha filha, “Dormir é como ir a um baile e o teu companheiro és tu.Cheira bem, penteia-te e prepara-te para ti mesmo” e assim era ver o orgulho nos dentes brancos e no banho tomado sem birras.
E sim, a minha história escolar não terminou na escola primária, que pena! Fui mesmo muito eu na escola primária, tímida, reservada, observadora e adorava estar no recreio a ver as meninas jogar ao elástico.
A minha história talvez não seja o que eu não aprendi e sim mais o que desaprendi na escola. O que deixei para trás pensando que seria melhor para mim (e durante algum tempo foi, é certo!).
Cheguei ao quinto ano e nada me tinha preparado para aquela agressividade, eram muitas pessoas, já ninguém me recebia na secretária. Tratava-se a professora por stôra e eu nem sabia o que isso significava. Estava fora do meu mundo e queria sobreviver. Decidi ser mais forte, lutar. Assim, desaprendi a sorrir só porque sim e a chorar só porque me emocionava. Desaprendi a ser meiga e aprendi a ser cínica, e até poderia contar algumas histórias sobre este assunto e talvez isso prova-se que todos podemos ser tudo com sucesso!
Dois anos passam depressa e lá vou eu para outra escola, ainda maior e aí desaprendi a usar o cor-de-rosa e conheci o preto, negro, escuro. Talvez assim ficasse a minha alma, escondida nas profundezas naqueles vestidos densos. Este foi talvez o momento em que desaprendi a olhar nos olhos, passava de olhos baixos e o cabelo tão longo que deixei de mostrar o rosto. Sentia-me sempre fora dali, sempre longe e onde os pensamentos pareciam ser mais pesados que o corpo.
Desaprendi muita coisa e agora olhando por cima de mim mesmo, talvez tivesse sido bom que alguém me tivesse mostrado que sorrir faz bem e que não tira valor. Que chorar com alguém é um sinal de respeito por nós e pelo outro tão maior do que a força. Que olhar nos olhos é a oportunidade de criar laços únicos e para sempre. Que podemos ser várias coisas e não temos a necessidade de ter apenas um livro de instruções de“como fazer”. Que a flexibilidade é amiga do sucesso e não falta de senso!
Talvez se eu tivesse aprendido mais cedo, ontem pudesse ter sido EU mais vezes e isso tivesse influenciado mais pessoas!

Sabe mais através de http://ligiawinx.blogs.sapo.pt/

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

João Catalão


João Catalão ,dirije o Grupo que fundou: BusinessUp, SGPS (YouUp, The Coaching Company, INV-Instituto de Negociação e Vendas, SalesUp, ActiveUp, FoneUp, 4Stores).
Master em Coaching, Coach Executivo e presidente da Associação Ibero Americana de Coaching. Especialista em Negociações Multiculturais.
Docente em Business Schoolls (Portugal, Espanha e Brasil).Speaker Internacional (Criatividade e Pensamento “out of the box”).
Estudei: Engenharia Técnico Agrária, Gestão de Marketing, Filosofia, MBA, Pós-graduado em Direito Comercial e Finanças Empresariais. Actualmente estudo Psicologia no ISPA.
Autor dos livros: Merchandising para Lojas de Livre Serviços, Negociar & Vender, Herramientas de Coaching, Ferramentas de Coaching e Atitude UAUme!
Faz aquilo que gosta. Adora SER português! Adora Portugal! Quer MAIS para Portugal! É assumido “viciado” e consumidor compulsivo de ATITUDE POSITIVA.
O seu lema: Somos mais felizes e eficazes a AGIR do que a reagir!

"O SER e o TER ,

Fui aluno de várias “Escolas”! Devo-lhes TUDO o que sou e TUDO aquilo que AINDA quero SER…
 
A primeira foi a Escola Primária dos Olivais, em Coimbra.

Foi ali que aprendi que EU só seria alguém se aprendesse a viver com os OUTROS.
Comecei logo no primeiro dia a perceber o VALOR da amizade, dos VALORES e da DISCIPLINA. Irrequieto, irreverente e muitas vezes desastrado, percebi que esses “defeitos” necessitavam de “condimentos” importantes, se decidisse mantê-los, nomeadamente o respeito pelos outros e ser possuidor de MUITA CORAGEM!
“Penei” muito por ter insistido nesses “defeitos”. Ganhei e perdi amigos por causa deles! Ganhei e perdi negócios por causa deles! Muitos desses “defeitos” prevalecem ainda hoje! Talvez por isso a minha Escola foi tão importante para mim! Ensinou-me regras. Ensinou-me a ler, a escrever e a calcular! Ensinou-me muito, mas “falhou”, por não me ensinou a ser “politicamente correcto”! Um facto: continuo irreverente, descarado e desastrado, mas FELIZ…
Acredito na VIDA, sou Militante activo dela! Quero desfrutá-la, mesmo que para isso tenha que “chumbar” na Escola dos “merdosos” que tiram excelentes notas na “Escola da Obediência” aos diversos “sistemas” instalados.
Revelo um facto em 1ª mão: nunca tive uma nota positiva nas seguintes disciplinas: AMOCHAR, ENGOLIR EM SECO, BEIJA MÃO, LAMBE BOTAS e VAI-SE INDO. Fui um autêntico desastre! Nem a “exame” consegui ir! A verdade é que também nunca fui às aulas destas tão “politicamente e AINDA prósperas” disciplinas…

A verdade, verdadinha aprendi-a na minha segunda Escola: a Escola do Desporto. Aqui sim! Desde os 10 anos que tive a “sorte” de me deixar “agarrar” por esse maravilhoso “vício”! Bem hajam Associação Académica de Coimbra e a minha querida Escola de Regentes Agrícolas de Coimbra (hoje Escola Superior Agrária de Coimbra). Escolas que me seduziram para a prática de uma Disciplina maravilhosa: GANHAR!
O desporto, através das várias modalidades que pratiquei como Federado, mostraram-me que GANHAR, depende de uma ATITUDE, de ESFORÇO e de DEDICAÇÃO! Atletismo (saltos), Futebol, Rugby, Andebol, Basquetebol e mais tarde o Tiro e os Rallyes, mobilizaram-me, motivaram-me e ensinaram-me a maior lição da minha vida: QUEM QUER PEIXE MOLHA O RABO.

Vencer é bom! Ter “sorte” é MUITO bom, mas ambos DÃO MUITO TRABALHO!

É verdade que vejo muitos a AINDA “terem sucesso”, sendo alinhados com os diversos “sistemas” promotores do facilitismo e da mediocridade, preferindo ir pelos mesmos caminhos, “portando-se bem” e “obedecendo”! Convictamente, não acredito que sejam felizes como eu sou! Apesar de insistir em ser mau aluno em todo e qualquer “regimento de facilitistas, ou companheiros da desgraça”, tenho SEMPRE nota 20, na disciplina do OPTIMISMO. Recuso-me a acreditar que a MEDIOCRIDADE que hoje AINDA é bem aceite, o seja no FUTURO. Para mim esse FUTURO está em marcha acelerada!
Acredito, portanto que TER algo na vida, implicará ter que se SER algo na vida. Este SER não tem nada a ver com “competências técnicas ou académicas”, mas sim SER actor da própria vida! Para isso só há um caminho: TER PROPÓSITO, ter METAS, correr atrás de algo que é imaterial, mas que só quem o tem sabe valorizá-lo: DIGNIDADE para se pode dizer: SOU FELIZ, QUERO SER FELIZ e QUERO QUE OS OUTROS SEJAM FELIZES. A QUALIDADE DO FUTURO interessa-me, porque é lá que eu quero viver…
Este blogue tem tudo a ver com dois dos mais importantes guiões da minha caminhada:


www.Uaume.com











Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

Ricardo Diniz


• Velejador solitário
• Empresário
• Embaixador Europeu dos Oceanos

Em 2006 efectuou sozinho durante 15 dias, a ligação marítima entre Lisboa e Dakar ao mesmo tempo que decorria o mítico Rali.
Ricardo Diniz partilha as suas vivências e aventuras de forma original, divertida e motivadora, em palestras, debates e apresentações efectuadas em universidades, escolas, eventos, empresas e instituições. Os seus projectos já foram alvo de cobertura na CNN, BBC, Sky News e todos os principais meios de imprensa em Portugal.Tendo crescido numa vila de pescadores, Ricardo Diniz é um apaixonado pelo mar.

Já velejou mais de 70,000 milhas e 4 travessias do Atlântico, o equivalente a quase três voltas ao mundo.
Ricardo Diniz passa cerca de 6 meses por ano em Portugal e tem como hobbies leitura, fotografia, mergulho, bodyboard, longboard, natação e mais recentemente, triatlo.



"Nunca dei uma alegria académica aos meus pais. Nem uma. Zero. Nicles.
E portava-me mal. Chamavam, com regularidade, o meu pai à escola. A conversa era sempre a mesma e pelo ar dos professores, era evidente que eles estavam a dizer qualquer coisa do género “o seu filho fez merda. Again...”
Já conhecia todos os recantos da parede da parte de fora do escritório do headmaster, tantas foram as vezes que me mandaram olhar para a parede de castigo. Costumes de Inglaterra para onde fui viver com o meu pai aos 4 anos e onde iniciei estudos no sistema que me acompanharia até à universidade – english school.
Eu não era mau miudo mas tinha raiva a diversas coisas. Algumas só as descobri em idade adulta. Mas não foi só isso que descobri.

Descobri que a escola andava-me a dar cabo da cabeça. Nada contra os queridos professores, alguns deles meus amigos hoje em dia, que eu torturava com a minha maneira de ser, mas a escola enchia-me a paciência e matava-me por dentro. Sonhava com o 12º, nomeadamente o tão desejado último dia do 12º ! E claro está, forçado a fazer um curso, lá fui eu estudar para dar um murro na mesa ,ano e meio depois, desistindo assim a meio. Yup, i’m a college drop out too.

Hoje sou fruto de nunca me ter permitido enlatar nem encaixotar. Eu sou eu, já era eu e queria muito continuar a ser eu. E assim fiz. E hoje, felizmente, sou mesmo Eu, sem limites nem rotulos.

A escola não me ajudava a ser eu. Aprendi isso com risco e desafiando os adultos e o sistema.
A escola nada me ensinou sobre finanças pessoais nem como investir os meus primeiros dinheiros. Hoje sei que podemos iniciar um plano de poupança com Um Euro. E esse Um Euro poderá ser o meu futuro, se bem regado com outros Um Euro’s.
A escola teimava em me fazer pensar no futuro. Mas embora seja poupado e saudavel no meu modo de vida, não vivo no futuro. Nem no passado. Hoje estou vivo, agora mesmo, e é mesmo aqui que vivo, no presente. Estava bem lixado quando partilhava tais formas de estar com as professoras...
A escola, que tantas oportunidades teve comigo, durante tantas horas de tantos dias, não me educou. Deu-me matéria e coisas para ler. E trabalhos de casa que nunca fazia.
A escola não me incentivou a viver e a ser saudavel e feliz.
A vida deu-me a oportunidade de ser eu. Todos os dias dá. É uma prenda diaria que eu respeito dando à minha vida uma correcta optimização do meu tempo.
A vida ensinou-me a falir, a falhar, a sobreviver começando e recomeçando com pouco mais do que sentido de humor e vontade. Muita vontade. Desejo!
A vida ensinou-me que o que importa mais são as pessoas e o presente. Que se lixe os bens materias e o futuro.
A vida deu-me confirmações de que vale a pena ter hobbies e neles investir com coração e paixão.

A vida disse-me claramente que o relogio está sempre a contar, desde que nascemos, e que mesmo os momentos mais simples da nossa juventude já estão a contar para o nosso sucesso, para a nossa dignidade, para construir a rede de laços humanos à nossa volta – a nossa grande rede de segurança ao longo da vida."

Com Amor,
Ricardo Diniz  - Navegador Solitário 

http://www.ricardodiniz.com

Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012

Gonçalo Coutinho





Gonçalo Coutinho , vinte e cinco anos como coach e consultor emempresas e instituições nacionais, multinacionais e internacionais, trabalhandocom pessoas de todos os níveis hierárquicos e áreas funcionais.Especializou-se em Comunicação, Persuasão e Influência, Negociação Comercial eGestão de Conflitos, Direcção de Reuniões de Análise de Problemas e Tomada deDecisão, Liderança e Liderança para Mudar.
Concebe, planeia e implementa processos de Desenvolvimento de Pessoas,tanto numa perspectiva individual, como colectiva e de envolvente. 



É autor de obras e artigos em relação com a sua actividade profissional.
É mestre em Ciências da Comunicação, na vertente de Comunicação, Organização eNovas Tecnologias, pela Universidade Católica Portuguesa em Lisboa, onde obtevea classificação final máxima – Summa Cum Laude.
É Licenciado em Psicologia, na vertente de Social e Organizações, peloInstituto Superior de Psicologia Aplicada de Lisboa.



"Procurar e transmitir a “Verdade” é como tentar agarrar o Mar com as mãos; Mergulhar nele é descobrir/construir o Mundo próprio e único, imprevisível e intransmissível.
A sensação de plenitude em cada um conquista-se na busca e construção incessantes de momentos e lugares de encontro entre as necessidades de pessoas e as nossas apetências e capacidades naturais. Por isso, a demanda da felicidade não é só a procura mas também a moldagem de contextos amigáveis ao exercício e desenvolvimento do que de melhor podemos ser. A chave está, portanto, em descobrir e fazer descobrir os motivos de satisfação, nossos e do outro, que o outro e nós ainda não descobrimos; E, nesse processo, transformar(-se)(-nos). A verdadeira transformação, a autêntica criatividade e inovação é, por isso, inexoravelmente um salto no desconhecido, de efeitos inimaginados; Logo, precisa de diferenciar-se e descontaminar-se, de forma não planeada, dos caminhos trilhados por outros. Ensinar é ridículo, mergulhar é preciso."









http://www.facebook.com/pages/Gonçalo-Coutinho-Rodrigues-COACH

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Filipe Carrera


Porque Comunicar é Preciso!



Após ter passado mais de vinte anos a estudar em escolas, desde a pré-primária ao Mestrado, cheguei a conclusão que o ensino está desenhado para ser uma fábrica de papagaios, o objetivo é que os estudantes repitam o conhecimento que lhes é apresentado, sem inovar ou questionar. Esta afirmação pode ser ainda mais chocante se acrescentar que sou professor em várias instituições de ensino superior em Portugal e no estrangeiro.

Se calhar ainda vou chocar mais, isto não é uma situação exclusiva de Portugal, a esmagadora maioria dos países tem o mesmo problema talvez em graus diferentes, uns piores e outros melhores.

A escola sempre foi um local de transmissão de conhecimento escasso para grupos exclusivos, no entanto no final do século XX, deu-se, um pouco por todo o mundo, a massificação do ensino e do conhecimento, a resposta foi a industrialização do ensino, sem questionar a adequação deste às necessidades do mercado. Resultado: forte desemprego jovem um pouco por todo o mundo!
A escola, em qualquer grau, devia ter a missão de preparar profissionais para lidar com este novo mundo em que a informação já não é poder, mas o conhecimento é poderoso.
Por isso a forma como transmitimos o conhecimento e o debatemos tornou-se uma ferramenta essencial do século XXI. Mas continua-se a discutir programas, em vez de se questionar os métodos utilizados.
Uma das características do ensino de tradição anglo-saxónica é a sua aposta em dar competências de oratória e debate aos seus alunos, existindo clubes em que os alunos aprendem com a prática as melhores técnicas de falar em público e de debate.
As implicações da inexistência destas competências são gigantescas. Alguns exemplos:
·         Os nossos representantes em fóruns internacionais estão à partida em inferioridade, perante interlocutores que têm vindo a aperfeiçoar as suas competências desde os 10 anos de idade.
·         Na sociedade portuguesa não há um verdadeiro debate de ideias, transversal e para todos, não havendo um espirito crítico criativo, o que nos trouxe à situação em que estamos.
·         Confundimos discussão com debate e apresentação com ritual.
Mas hoje o desafio é ainda maior, a tecnologia trouxe-nos novas formas comunicar que não estão a ser ensinadas por todo o mundo. Quem está ser ensinado a trabalhar via Skype, a escrever um correio eletrónico, a comunicar por vídeo, etc.? Estas são já competências essenciais aos profissionais do século XXI e mais ainda para Portugal, pois esta é a oportunidade de eliminar da nossa mente a ideia auto justificativa que somos um país periférico, condenado à pobreza.
Temos duas alternativas, esperar que o ensino dê resposta ou apostar em procurar o conhecimento, onde quer que ele esteja. Pessoalmente, aconselho a segunda alternativa.


Filipe Carrera

Autor de: Comunicar 2.0 – A Arte de Bem Comunicar no Século XXI

www.FilipeCarrera.com

saiba mais sobre o livro : Comunicar2.0      
                                                                                                               
http://www.filipecarrera.com/index.php?option=com_content&iew=article&id=120&lang=pt&Itemid=8


       

Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

Bill Gates

Bill Gates 11 lições

"1) A vida não é fácil — acostume-se a isso.

2) O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que faça alguma coisa útil por ele antes de sentir-se bem consigo mesmo.

3) Não ganhará 5.000 € por mês assim que sair da escola. Não será vice - presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

4) Se acha que o seu professor é rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de si.

5) Vender jornais ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Os seus avôs têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.

6) Se você fracassar, a culpa não é dos seus pais. Então não lamente os seus erros, aprenda com eles.

7) Antes de nascer, osseus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar as suas roupas e ouvi-lo dizer que eles são “ridículos”. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração a querer consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar o seu próprio quarto.

8) A sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas não se repete de ano e tem muitas chances até acertar. Isto não se parece com absolutamente nada na vida real. Se pisar fora da linha , está despedido… Rua! Faça o correcto logo á primeira vez!

9) A vida não é dividida em semestres. Não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

10) Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a discoteca e ir trabalhar.

11) Seja porreiro com os CDFs (aqueles estudantes que todos julgam que são uns tótós). Há uma grande probabilidade de vir a trabalhar para um deles . "


**Alguns conselhos que Bill Gates recentemente disse numa escola secundária, as 11 coisas que os estudantes não aprenderiam na escola.


Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

António Fidalgo


Comentador da Renascença , Comentador RTP , antigo guarda-redes de Sporting e Benfica , Empresário, teve um longo percurso de treinador nas divisões secundarias do futebol português,Bloguer do Feel'Algo e apaixonado  pela vida .




Felicidade 

Quanto mais viver da felicidade em vez de para a felicidade, mais cedo percebe que mudar o mundo é a pior maneira possível de mudar o modo como se sente.


Ressignificação  de um dia de chuva (Histórias)


«Quando te sentes triste só ambicionas ser feliz. Quando estás feliz, podes ambicionar tudo…»



Logo agora que os gémeos vieram passar comigo uma curta semana é que tinha de chover…
Os passeios de bicicleta foram, claro, cancelados.


Sentado no sofá, imerso naquelas leituras dos últimos tempos, que tendem a dar-me a volta à cabeça (fritar, como diz uma amiga minha), começo a prestar atenção à conversa dos miúdos (12 anos)


Martim – Quando for grande quero ser biólogo

Maria – Ó mano acho que não se ganha muito dinheiro com isso

Martim – Ou posso ser veterinário. Devem ganhar mais

Maria – Eu quero ser actriz ou modelo. Assim posso viajar, ter roupas lindíssimas e talvez até uma casa com piscina.

Martim – O que eu queria era ter um barco…daqueles grandes


Com toda a experiência que os cabelos brancos conferem,                baseado também nas minhas últimas aprendizagens, resolvi intervir :


- Filhotes, porque não pensam antes em serem felizes?

Troca rápida de olhares, um prenúncio de sorriso que o brilho nos olhos faz adivinhar e , de repente um salto para o meu sofá seguido de um “xi-coração”, daqueles…vocês sabem.



- Ó pai, isto é só brincar ao faz de conta, nós felizes já somos

   E os bracitos a apertarem, a apertarem…..

--A.Fidalgo


http://feelalgo.blogspot.com/

Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011

João Bosco Silva




João Bosco da Silva, editou  os livros "Os Poemas de Ninguém", Atelier, "Disse-me António Montes", Mosaico de Palavras e "Bater Palmas E Sete Palmos De Terra Nos Olhos", Mosaico de Palavras, participou na colectânea de poesia "A Traição de Psiquê", Lugar da Palavra, na colectânea de contos "Contos Cardeais", Mosaico de Palavras, colaborou na revista "Inútil" n.2, colabora na revista cultural "A Torre", foi um dos premiados no 6o Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa (maiores de 21 anos).Tem várias obras de poesia completas, organizadas e inéditas.


"Bom Dia
 ao Carlos, César, João, Sebastião, Paulo e Rui

Com o peso de todas as preocupação nas alças de uma mochila,
A manhã que começa com o cheiro a café, torradas e leite.
Bom dia e sente-se de verdade, porque se sente a frescura de mais
um dia,
Naquele momento nunca poderia ser mau dia,
Ainda se espera algo de novo, é certo ter-se algo de novo no dia,
Quando as preocupações todas dentro de uma mochila.
A manhã abraça-nos, fresca, cheia de portas abertas, de sonhos,
Como se fossemos os especiais, a esperança de um mundo que não
cresce.
Dos paralelos até à rua principal, passando pelos cafés que
acordam,
Com as vassouras a dar os primeiros retoques,
Como o pente e dedos molhados a dar os últimos,
A deitar aqueles cabelos que insistem,
Porque há sempre quem insista, quem queira fazer a diferença,
Quem vá contra, até que vem uma mão cheia de gel, marcas do tempo.
Com pedaços de felicidade à espera no átrio,
Para mais bons dias sinceros, de coração cheio e inteiro,
Com o cheiro branco da geada a fazer doer as orelhas e o nariz,
E eram todas as dores que tínhamos.
Pedaços de nós que ainda não reconhecemos,
Mas um dia, esta parte de mim é dele,
Aquela dele é minha, até que o pó vem e cobre tudo,
A tinta passa e faz-nos esquecer o que fomos, o que somos, por
baixo,
O que éramos quando a mochila era o único peso a fazer peso na
vida.
Entra-se pela porta com menos vontade do que com a que se sai,
Apesar de se saber que se vai sair a ser mais por dentro,
Aos poucos mais pesados, com um peso que não nas alças,
No pescoço, irradiando para os ombros, para as costas, para
dentro,
Onde se começa a duvidar que more lá uma alma.
Aos poucos e com o tempo a inocência que torna tudo leve,
A esvanecer-se, a ser apagada pela luz que nos apontam aos olhos,
Como num interrogatório, a ver se somos gente.
Que venha o toque e uma pausa para falar à vontade,
Para completar o que somos com os que somos também,
Aqueles primeiros, os pedaços de felicidade com quem partilhamos o
mundo,
O que se espera dele, sem saber que pouco nos espera.
Bom dia, e ainda temos muito pela frente,
Um dia inteiro de cada vez, até chegarmos lá,
E uma vez lá... onde é lá?
Aulas constantes onde é tão difícil acompanhar as vozes,
Testes todos os dias, tão difíceis, tão inúteis,


Para poder ter isto, que nunca quis quando o Bom dia sincero,
Isto que nunca sonhei quando acordei uma manhã para enfrentar mais
um dia,
Tão igual e tão diferente aos dias anteriores,
Com o cheiro a café, torradas e leite,
Em baixo na cozinha à espera, com um Bom dia sincero à espera,
A manhã depois da porta à espera, com um abraço de Bom dia,
Os que me são no átrio à espera, com um Bom dia em coro,
A sala à espera, com um Bom dia sábio,
O intervalo à espera e nós à espera dele, é um Bom dia.
Intervalos que se tornam cada vez mais curtos,
Cada vez mais raros, de semana a semana,
De mês a mês, de meio em meio ano, de anos a anos,
Até que só um nome, uma doce recordação, um pedaço de nós,
Cada vez mais longe, cada vez menos visível, debaixo de tanto
lixo,
A pesar no que somos, a esmagar o que fomos,
O que fomos capaz de um Bom dia sincero, com esperança,
Com as mãos cheias de nada, esperando com elas agarrar a vida,
Conquistar o mundo, que afinal, não vale a pena conquistar."


João Bosco da Silva, 
em “Bater Palmas E Sete Palmos De Terra Nos Olhos”


http://facebook.com/boscodasilva



Sábado, 24 de Setembro de 2011

Paulo Espirito Santo



Num filme de Almodôvar um personagem diz: “ Somos tanto mais verdadeiros quanto mais próximos estamos dos nossos sonhos”. Pois é nesse estado, ser verdadeiro, que o Paulo gosta de estar.
Depois de formação em engenharia em Portugal e Dinamarca, fez carreira internacional na gestão de marketing e formação/coaching de vendas, numa multinacional, trabalhando e vivendo em vários países da Europa e América do sul.
Já em Portugal estudou PNL, é Master Practitioner, certificado pelo ITA de John Grinder e Coaching na Lifetraining, onde é formador e coach.

Definitivamente há coisas que não aprendi na escola. Dessas coisas, muitas aprendi há muito pouco tempo, umas fui aprendendo sozinho com a experiencia da vida e a maioria aprendi com a sabedoria e a partilha das pessoas que me rodeiam.
Na escola gostava de ter aprendido a fazer perguntas pois davam muito valor às respostas. Aprendi com o tempo que se aprende com as perguntas muito mais do que com as respostas.


Gostava de ter aprendido a focar-me na estrutura dos assuntos mais do que nos seus conteúdos pois replicando estruturas tenho grandes probabilidades de replicar resultados.
Gostava de ter aprendido a dar e a receber feedback, a maioria das vezes o feedback eram as notas. Não aprendi que o feedback é a anulação do erro, é a forma de aprender o que não fazer ou como se pode fazer de outra maneira, obtendo provavelmente outros resultados.
Na escola não aprendi, e gostava de ter aprendido, quanto é importante aprender a reconhecer precocemente o que nos dá prazer, o que tem verdadeiro significado e ao mesmo tempo nos desafia. Gostava de ter aprendido a fazer as perguntas que me levariam a dar sentido e razão de ser às minhas escolhas, conhecer o meu propósito de vida.
Gostava de ter aprendido quanto é importante aprender a desenhar estruturalmente objectivos e logo de seguida a ligar-me emocionalmente a eles, liga-los a um propósito pessoal, dar-lhes sentido e razão de ser. Gostava de ter aprendido que com objectivos definidos os caminhos são mais claros. Não aprendi que o que nos afasta dos nossos objectivos são as “histórias” que contamos a nós mesmos…



Gostava de ter aprendido a focar-me no que realmente interessa, no que depende de mim e que isso é o caminho dos campeões. Gostava de ter aprendido que quando me foco no que não depende mim ou não controlo me faz perder energia.
Gostava de ter aprendido que uma “má” escolha é melhor do que uma não escolha. Aprendi muito mais tarde que aquilo que hoje pode parecer uma má escolha pode ser mais tarde avaliado como uma excelente escolha e vice-versa.


Não aprendi que posso condicionar/escolher o meu estado emocional potencializando comportamentos catalisadores de resultados desejados.
Gostava de ter aprendido a reconhecer as necessidades básicas dos outros em vez de os julgar ou fazer juízos de valor, classificar o bem e o mal, o certo e o errado, e que ao satisfazer essas necessidades iria ter mais facilmente a colaboração dessas pessoas.
Gostava de ter aprendido que é perigoso ter muitas certezas e que o que parece impossível é o que pode apenas demorar mais a acontecer.
A boa notícia é que tudo o que não se aprende na escola se pode aprender mais tarde.
A fantástica notícia é que posso partilhar tudo o que aprendi na escola e fora dela com o meu filho, com as outras pessoas e deixar que escolham o que, nas suas avaliações, lhes pode ser mais útil.